Síntese de evidência científica · Investigação em urologia

Preenchimento peniano com ácido hialurónico: evidência sobre resultados e riscos

Ensaios aleatorizados sugerem que o preenchimento com ácido hialurónico (AH) pode aumentar temporariamente a circunferência medida do pénis em homens selecionados que procuram aumento cosmético. A evidência não demonstra um resultado duradouro, aumento do comprimento, melhoria da função sexual ou um procedimento sem riscos. Esta revisão distingue o AH do ácido poli-L-láctico (APL), resume os dados de ensaios e complicações e explica o que as orientações atuais recomendam discutir antes de decidir.

Redigido por Equipa Just Clinic Istanbul Publicado em 15 set 2026 15 min de leitura

Principal conclusão

Ensaios aleatorizados sugerem que o preenchimento com ácido hialurónico (AH) pode aumentar temporariamente a circunferência medida do pénis em homens selecionados que procuram aumento cosmético. A evidência não demonstra um resultado duradouro, aumento do comprimento, melhoria da função sexual ou um procedimento sem riscos. Esta revisão distingue o AH do ácido poli-L-láctico (APL), resume os dados de ensaios e complicações e explica o que as orientações atuais recomendam discutir antes de decidir.

O ácido hialurónico (AH) é um preenchimento temporário de tecidos moles estudado para aumentar a circunferência do pénis. Não aumenta o comprimento do pénis. A evidência de pequenos ensaios aleatorizados sugere que a circunferência medida pode aumentar após o tratamento, mas os estudos comparam produtos e protocolos específicos em participantes selecionados; não estabelecem um resultado universal, um efeito permanente nem uma melhoria da função sexual. Podem ocorrer complicações e o acompanhamento curto da maioria dos estudos não permite excluir problemas raros ou tardios. Este artigo resume a evidência publicada, não constitui uma recomendação individual.

A investigação incide sobretudo em adultos que escolheram aumento cosmético por preocupação com o tamanho, incluindo homens descritos nos estudos como tendo «síndrome do pénis pequeno». Esta designação não equivale a um diagnóstico clínico de micropénis ou a uma anomalia estrutural. Os resultados dos estudos não devem ser generalizados a essas situações, a todos os produtos de AH ou a todas as pessoas que ponderam tratamento.

O AH é uma molécula que existe naturalmente no tecido conjuntivo. Na forma de preenchimento, é um gel que ocupa espaço nos tecidos moles; a sua presença física e capacidade de reter água podem aumentar o volume local. Os estudos penianos relevantes avaliam a circunferência do corpo do pénis, normalmente em pontos definidos. Esta medida é distinta do comprimento, que exige uma medição separada, e da função erétil, sensibilidade, ejaculação, resultados relacionais ou satisfação sexual.

O AH e o ácido poli-L-láctico (APL) não são intercambiáveis. O AH atua sobretudo como gel volumizador. O APL é um material injetável diferente, cujo efeito está associado a uma resposta tecidular e à deposição de colagénio ao longo do tempo. Nos estudos comparativos, foram utilizados como comparadores ativos; um resultado semelhante entre ambos não demonstra que qualquer um seja superior à ausência de procedimento ou ao aconselhamento. A evidência relativa a uma formulação ou protocolo não pode ser automaticamente transposta para outro preenchimento comercializado sob a mesma designação ampla do material.

A base de evidência concentra-se em adultos que optaram por aumento cosmético e passaram a seleção do estudo. Não estabelece uma indicação para pessoas com micropénis verdadeiro, doença peniana adquirida ou perturbação dismórfica peniana. Esta última situação é relevante porque alterar a circunferência pode não aliviar o sofrimento associado a uma perceção distorcida ou persistente do tamanho.

Comparação aleatorizada com acompanhamento de 48 semanas

Yang e colegas incluíram 72 homens descritos como tendo síndrome do pénis pequeno em três centros da Coreia do Sul, entre março e julho de 2016. Nesta comparação prospetiva e aleatorizada, 36 receberam AH e 36 APL; houve uma fase inicial de duas semanas antes do tratamento e o acompanhamento planeado, com ocultação, durou 48 semanas. A circunferência e a satisfação foram avaliadas no início e às semanas 4, 12, 24 e 48. Os investigadores comunicaram um aumento médio da circunferência até à semana 48 de 16,95 ± 10,53 mm no grupo AH e 13,49 ± 9,98 mm no grupo APL. O resumo acessível não indica se as medições foram feitas em estado flácido ou ereto; por isso, esta estimativa não deve ser interpretada como aumento da circunferência em ereção. O AH apresentou um aumento maior à semana 4 (P entre grupos <0,001); a diferença diminuiu à medida que o aumento medido decresceu e não foi estatisticamente significativa à semana 48 (P=0,075). A satisfação global aumentou após o tratamento e manteve-se elevada durante o acompanhamento, sem diferença global significativa entre grupos (P>0,05). Estes resultados descrevem os participantes e produtos do ensaio, não uma alteração garantida para cada pessoa. O artigo comunica que 31 dos 72 participantes (43,1%) abandonaram o estudo; os autores também referem que os investigadores não puderam ficar sem conhecimento do tratamento, pois os preenchimentos tinham propriedades distintas. Tanto as perdas como a falta de ocultação completa dos investigadores limitam a confiança na comparação. [1]

Ensaio aleatorizado de 24 semanas com um produto de AH de maior reticulação

Ahn e colegas recrutaram homens saudáveis, dos 20 aos 65 anos, que procuravam aumento cosmético da circunferência em três hospitais sul-coreanos, entre dezembro de 2017 e março de 2018. O ensaio prospetivo, aleatorizado e controlado com comparador ativo comparou um produto de AH específico do estudo com APL. Dos 78 homens avaliados, quatro foram excluídos; 74 foram distribuídos aleatoriamente e 10 desistiram mais tarde ou perderam-se no acompanhamento, restando 64 participantes que completaram o estudo (32 por grupo). O desfecho primário da circunferência foi a média das medições proximal, média e distal do corpo do pénis; o artigo não indica se foram feitas em estado flácido ou ereto. À semana 24, o aumento médio foi 22,74 ± 12,60 mm com AH e 20,23 ± 8,73 mm com APL. As diferenças entre grupos na variação da circunferência não foram significativas às semanas 4, 12 ou 24 (P=0,073, 0,089 e 0,092, respetivamente). A satisfação com o aspeto do pénis e com a vida sexual foi classificada de 1 (insatisfeito) a 5 (satisfeito), no início e às semanas 12 e 24. A alteração da satisfação com a vida sexual favoreceu o AH à semana 12 (P=0,0143), mas não à semana 24 (P=0,3608); a satisfação com o aspeto não diferiu significativamente entre grupos. Trata-se de um resultado de satisfação comunicado pelos doentes, não de prova de melhoria da função sexual. [2]

Quarenta e quatro participantes (22 por grupo) preencheram questionários sobre ejaculação; 20 tinham uma pontuação inicial de pelo menos 9 no Premature Ejaculation Diagnostic Tool. As pontuações do Premature Ejaculation Profile melhoraram dentro de ambos os grupos, mas não houve diferença significativa entre grupos (P=0,617); o tempo de latência intravaginal estimado pelos próprios participantes também não revelou diferença significativa entre grupos (P=0,063). Os autores assinalam limitações destas medidas e referem que o estudo não foi concebido para testar o preenchimento como tratamento da ejaculação prematura. Ocorreram acontecimentos adversos relacionados com o tratamento em 2/32 participantes do grupo AH (6,3%) e 3/32 do grupo APL (9,4%); nenhum foi grave. As dez pessoas que não completaram o estudo, o comparador ativo em vez de um grupo sem tratamento e o período de 24 semanas limitam a interpretação. [2]

Outra comparação de 24 semanas em homens com síndrome do pénis pequeno

Um ensaio multicêntrico aleatorizado distinto, com participantes e avaliadores sem conhecimento do tratamento e desenho de não inferioridade, incluiu 74 homens descritos como tendo síndrome do pénis pequeno na Coreia do Sul, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018: 39 receberam AH e 35 APL. Os participantes receberam um tratamento e foram acompanhados durante 24 semanas. À semana 24, os aumentos médios comunicados da circunferência face ao início foram 2,1 ± 1,0 cm com AH e 1,6 ± 0,9 cm com APL; a diferença média entre grupos comunicada foi de 0,5 cm (P=0,031). O resumo apresenta ainda um valor adicional de ±0,2 sem identificar a estatística correspondente; por isso, não é classificado como desvio-padrão ou intervalo de confiança. Não especifica se a circunferência foi medida em estado flácido ou ereto. A satisfação com o aspeto e com a vida sexual melhorou face ao início, numa escala visual analógica, em ambos os grupos, sem diferenças significativas entre grupos à semana 24. As pontuações da Beliefs About Penis Size Scale também diminuíram em cada grupo. Foram comunicados acontecimentos adversos relacionados com o tratamento em 2/39 participantes do grupo AH (5,13%) e 5/35 do grupo APL (14,29%); a diferença não foi estatisticamente significativa (P=0,245) e não foi comunicado qualquer acontecimento adverso grave. Este ensaio é distinto do de Ahn et al.: apresenta distribuição, resultados do comparador e desfechos diferentes; os seus 74 participantes não devem ser somados aos 74 de Ahn. Os resultados baseados no resumo não demonstram superioridade face à ausência de tratamento e 24 semanas não permitem estabelecer resultados a longo prazo. [6]

Um acompanhamento mais longo não significa permanência

Um ensaio aleatorizado comparativo separado, com participantes e avaliadores sem conhecimento do tratamento, recrutou 67 homens que referiam ter um pénis pequeno em três centros sul-coreanos, entre novembro de 2016 e maio de 2017 (AH n=33; APL n=34; registo NCT03153735). É independente dos outros ensaios de Yang: o período de recrutamento e o registo diferem dos do ensaio de 2019 (NCT02833532), e os artigos descrevem coortes de participantes separadas. A circunferência foi medida em estado flácido nos pontos distal, médio e proximal do corpo do pénis, utilizando-se a média dos três pontos como medida-resumo. Ao fim de um mês, o aumento médio foi 2,50 cm (DP 0,88) com AH e 2,30 cm (DP 0,98) com APL. Aos 18 meses, 46 dos 67 participantes (68,7%) tinham dados de acompanhamento; o aumento médio face ao início foi 1,41 cm (DP 1,48) com AH e 1,79 cm (DP 1,41) com APL. A alteração dentro de cada grupo foi estatisticamente significativa (P<0,001), sem diferença significativa entre grupos nesse momento. Entre o mês 1 e o mês 18, a redução comunicada do efeito de aumento foi 43,6% no grupo AH e 22,1% no grupo APL (P=0,015 entre grupos). A satisfação com o aspeto, medida numa escala visual analógica de cinco pontos, também diminuiu face às consultas anteriores, mas manteve-se acima do valor inicial aos 18 meses. O artigo oferece uma trajetória de maior duração, não evidência de um resultado permanente; quase um terço não tinha acompanhamento aos 18 meses. Os autores comunicam financiamento da Cha Meditech (bolsa CMDHA0101), apoio técnico e material da empresa e ausência de conflitos de interesses. [7]

O desfecho central destes ensaios é a circunferência, não o comprimento. Um aumento da circunferência não deve ser descrito como aumento do pénis sem explicitar essa diferença. Do mesmo modo, uma pontuação de satisfação superior não prova melhoria da qualidade da ereção, orgasmo, sensibilidade, experiência do parceiro ou satisfação relacional. Um ensaio registou algumas medidas de ejaculação como desfechos secundários num subgrupo limitado; essas observações não demonstram que o AH trate a ejaculação prematura. [2]

Uma coorte retrospetiva, de dois centros chineses, acompanhou aos um, três e seis meses 230 homens adultos tratados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2019. A idade média do grupo foi 30,34 anos. O relatório não indica claramente se as medições foram feitas em estado flácido ou ereto nem o ponto exato do corpo do pénis usado na medida-resumo da circunferência; por isso, os valores não devem ser interpretados como estimativas da circunferência em ereção. O aumento da circunferência face ao início foi de 2,66 cm (DP 1,24) ao mês 1, 2,28 cm (DP 1,02) ao mês 3 e 1,80 cm (DP 0,83) ao mês 6. São médias da coorte em momentos de acompanhamento, não previsões individuais. Os autores registaram complicações em 10/230 participantes (4,3%): hemorragia subcutânea em 1,3%, nódulos em 2,2% e infeção em 0,9%. Não foi registada reação alérgica local ou sistémica nesta coorte. O relatório descreve a gestão e os resultados dos casos registados; o desenho retrospetivo e não controlado, o acompanhamento de seis meses, a amostra limitada e a ausência de um protocolo padronizado significam que não permite quantificar todos os riscos nem detetar com fiabilidade complicações raras ou tardias. A ausência de sequelas graves nesta coorte não prova que uma complicação grave seja impossível. [5]

Entre os possíveis problemas descritos na literatura clínica contam-se hemorragia, inchaço ou edema, nódulos palpáveis ou visíveis, irregularidade ou migração do preenchimento, infeção, desconforto e insatisfação com o aspeto. A frequência pode depender de fatores da pessoa, características do produto, técnica e acompanhamento; os estudos disponíveis são demasiado pequenos e variados para fornecer uma estimativa de risco fiável em todos os contextos. As baixas contagens de acontecimentos graves dos estudos devem ser interpretadas neste contexto, não como garantia de segurança. O AH é biologicamente diferente de materiais permanentes como silicone ou parafina; os riscos dessas substâncias não devem ser incorretamente atribuídos ao AH, mas a natureza temporária do AH também não significa que esteja isento de complicações.

As orientações de 2026 da European Association of Urology (EAU) apresentam aumentos da circunferência em estudos individuais com AH entre 1,4 e 3,78 cm e elevada satisfação em séries publicadas, mas classificam a evidência como de baixo nível e recomendam aconselhamento aprofundado sobre riscos e benefícios. Emitem apenas uma recomendação fraca a favor do AH e de preenchimentos de tecidos moles para aumentar a circunferência, e uma recomendação forte contra a sua utilização em homens com perturbação dismórfica peniana. A síntese das orientações segundo a qual não foram comunicadas complicações graves nos estudos incluídos reflete as limitações desses estudos; não demonstra a ausência de danos raros ou não comunicados. [4]

A EAU refere que faltam definições ou indicações precisas para o aumento da circunferência peniana e que a evidência que sustenta as abordagens disponíveis é limitada. Recomenda uma história médica e sexual abrangente, avaliação física e medição da circunferência; comprimento e circunferência são resultados distintos e as medições podem ser feitas em estado flácido ou ereto. Perante um pénis de tamanho normal e sofrimento persistente, as orientações apoiam a avaliação de perturbação dismórfica corporal e uma avaliação adequada de saúde mental, em vez de presumir que um procedimento cosmético resolverá a preocupação. A orientação não recomenda AH para a perturbação dismórfica peniana. Refere também que a evidência é insuficiente para recomendar uma técnica de aumento da circunferência em detrimento de outra. [4]

O documento de consenso de 2026 da British Association of Urological Surgeons (BAUS) resultou de uma pesquisa sistemática da literatura e de uma avaliação estruturada pela sua secção de Andrologia e Cirurgia Genitourinária, combinando a evidência disponível com opinião especializada, avaliação da qualidade e considerações de segurança dos doentes. É um documento de consenso profissional, não um ensaio aleatorizado. A sua existência não elimina a incerteza subjacente a estudos pequenos e heterogéneos. [3]

Na prática, uma consulta deve esclarecer a preocupação que se pretende abordar, avaliar a anatomia inicial e os objetivos, considerar fatores psicológicos quando apropriado, explicar o material específico e a evidência do prestador, e discutir o acompanhamento e a forma de avaliar complicações. Deve distinguir uma alteração temporária esperada na circunferência de afirmações sobre comprimento, desempenho sexual ou satisfação a longo prazo. A decisão não deve basear-se em testemunhos ou num número em destaque separado da população e do período de acompanhamento do estudo.

Aumento peniano com ácido hialurónico, imagem 14311 — Just Clinic Istanbul Circuncisão de adulto, imagem 14325 — Just Clinic Istanbul

  • O que será medido exatamente: circunferência do corpo do pénis ou comprimento, e em que estado e pontos?
  • Como se compara a minha anatomia medida com os valores de referência, e poderá uma doença subjacente ou preocupação com a imagem corporal explicar o meu sofrimento?
  • Que produto de preenchimento específico é proposto e que evidência se aplica a esse produto, em vez de ao AH ou APL em geral?
  • Que intervalo e duração de alteração são sustentados pelo estudo mais relevante, e como devo interpretar a média, a variabilidade e as perdas de acompanhamento?
  • Que complicações foram observadas, como seriam avaliadas e quem asseguraria o acompanhamento se surgisse uma preocupação depois de eu regressar a casa?
  • As afirmações sobre ereção, ejaculação, desempenho sexual ou satisfação do parceiro são sustentadas por um resultado validado num estudo adequado, ou extrapolam os resultados da circunferência ou das pontuações de satisfação?
  • O que está incluído no preço indicado, incluindo avaliação e acompanhamento, e o que seria cobrado à parte? Para consultar uma referência de preços na Turquia e compará-la com outros orçamentos, veja o custo do preenchimento peniano com ácido hialurónico na Turquia; a informação de preços não demonstra eficácia clínica.
  • Que cuidados e acompanhamento estão incluídos num eventual pacote, quem os presta e como seria assegurada a continuidade se eu já não estivesse nas proximidades? Confirme o âmbito e as exclusões nos detalhes do pacote de preenchimento peniano, em vez de presumir que inclui um protocolo clínico específico.

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  1. Yang DY, Ko K, Lee SH, Lee WK. A Comparison of the Efficacy and Safety Between Hyaluronic Acid and Polylactic Acid Filler Injection in Penile Augmentation: A Multicenter, Patient/Evaluator-Blinded, Randomized Trial. The Journal of Sexual Medicine. 2019;16(4):577–585. Publicado online a 2 de março de 2019. doi:10.1016/j.jsxm.2019.01.310. PMID: 30833149.
  2. Ahn ST, Shim JS, Bae WJ, Kim SW, Kim JJ, Moon DG. Efficacy and Safety of Penile Girth Enhancement Using Hyaluronic Acid Filler and the Clinical Impact on Ejaculation: A Multi-Center, Patient/Evaluator-Blinded, Randomized Active-Controlled Trial. The World Journal of Men’s Health. 2022;40(2):299–307. Publicado online a 7 de maio de 2021. doi:10.5534/wjmh.210007. PMID: 33988002; PMCID: PMC8987147.
  3. Mubarak M, Kalejaiye O, Kumar V, Manjunath A, Satchi M, Lee WG, Randhawa K, Sahu M, Alnajjar HM, Parnham A, Modgil V. British Association of Urological Surgeons (BAUS) consensus document on male genital augmentation and enhancement procedures. Journal of Clinical Urology. 2026;19(2):149–166. Publicado pela primeira vez online a 6 de janeiro de 2026; versão 2 online a 3 de fevereiro de 2026; número publicado em março de 2026. doi:10.1177/20514158251391054. Registo do editor e versões do artigo.
  4. European Association of Urology. EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health 2026: Penile Size Abnormalities and Dysmorphophobia, secções 9.3.2.d.1, 9.3.2.d.2 e 9.3.2.d.4. Capítulo oficial das orientações.
  5. Quan Y, Gao ZR, Dai X, Kuang L, Zhang M, Li Q, Xu T, Zhang XW. Complications and Management of Penile Augmentation with Hyaluronic Acid Injection. Asian Journal of Andrology. 2021;23(4):392–395. Publicado online a 29 de janeiro de 2021; número de julho–agosto de 2021. doi:10.4103/aja.aja_78_20. PMID: 33533738; PMCID: PMC8269832.
  6. Yang DY, Jeong HC, Ahn ST, Bae WJ, Moon DG, Kim SW, Lee WK. A Comparison Between Hyaluronic Acid and Polylactic Acid Filler Injections for Temporary Penile Augmentation in Patients with Small Penis Syndrome: A Multicenter, Patient/Evaluator-Blind, Comparative, Randomized Trial. The Journal of Sexual Medicine. 2020;17(1):133–141. Publicado online a 15 de novembro de 2019. doi:10.1016/j.jsxm.2019.10.006. PMID: 31735613.
  7. Yang DY, Jeong HC, Ko K, Lee SH, Lee YG, Lee WK. Comparison of Clinical Outcomes between Hyaluronic and Polylactic Acid Filler Injections for Penile Augmentation in Men Reporting a Small Penis: A Multicenter, Patient-Blinded/Evaluator-Blinded, Non-Inferiority, Randomized Comparative Trial with 18 Months of Follow-up. Journal of Clinical Medicine. 2020;9(4):1024. Publicado online a 5 de abril de 2020. doi:10.3390/jcm9041024. PMID: 32260508; PMCID: PMC7230452.

O preenchimento peniano com ácido hialurónico aumenta o comprimento? +

Os ensaios analisados mediram a circunferência do pénis. Não demonstram que o preenchimento com AH aumente o comprimento; o comprimento é um resultado distinto e exige avaliação própria.

Durante quanto tempo pode durar uma alteração da circunferência? +

Os estudos apresentam acompanhamentos entre 24 semanas e 18 meses, com produtos e métodos diferentes. Alguns comunicam uma diferença face ao valor inicial em consultas posteriores; no ensaio de 48 semanas, a diferença entre AH e APL deixou de ser estatisticamente significativa nesse momento. Estes resultados não demonstram um efeito permanente nem permitem prever o resultado de uma pessoa.

O AH é mais seguro ou eficaz do que o APL? +

As comparações aleatorizadas não mostram uma vantagem geral consistente do AH face ao APL em todos os resultados e períodos de acompanhamento. O AH e o APL são materiais diferentes, e comparações entre formulações selecionadas não permitem classificar todos os produtos nem demonstrar superioridade face à ausência de tratamento.

O preenchimento melhora a função sexual ou trata a ejaculação prematura? +

A alteração da circunferência e as pontuações de satisfação não são o mesmo que função sexual. Um ensaio incluiu medidas secundárias da ejaculação num subgrupo limitado, mas isso não demonstra que o preenchimento trate a ejaculação prematura nem prova uma melhoria da função sexual.

As complicações graves são impossíveis porque os estudos comunicaram poucas? +

Não. Os ensaios e as coortes foram relativamente pequenos e o acompanhamento limitado, pelo que complicações raras ou tardias podem não ter sido detetadas. Os relatos publicados incluem hemorragia, nódulos, inchaço e infeção; um baixo número de acontecimentos não garante segurança.

A evidência em homens que procuram aumento cosmético aplica-se a micropénis ou perturbação dismórfica peniana? +

Não automaticamente. Vários ensaios excluíram micropénis, anomalias penianas e perturbação dismórfica corporal. A EAU recomenda contra o AH e outros preenchimentos de tecidos moles em homens com perturbação dismórfica peniana e apoia avaliação e aconselhamento adequados.

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