Síntese de evidência científica · Investigação em cirurgia ocular

O que esperar após uma cirurgia às cataratas?

A cirurgia às cataratas substitui o cristalino natural opacificado por uma lente intraocular artificial. Este guia explica em que consistem a recuperação e o acompanhamento, que sintomas exigem avaliação urgente e como as lentes monofocais diferem das multifocais ou trifocais nos compromissos visuais.

Redigido por Equipa Just Clinic Istanbul Publicado em 15 set 2026 13 min de leitura

Principal conclusão

A cirurgia às cataratas substitui o cristalino natural opacificado por uma lente intraocular artificial. Este guia explica em que consistem a recuperação e o acompanhamento, que sintomas exigem avaliação urgente e como as lentes monofocais diferem das multifocais ou trifocais nos compromissos visuais.

Uma catarata é a opacificação do cristalino natural do olho. Na operação habitual de facoemulsificação, o cirurgião faz uma pequena incisão, abre a parte anterior da cápsula do cristalino, usa ultrassons para fragmentar o cristalino opacificado, remove os fragmentos por aspiração e coloca uma lente artificial transparente dentro da cápsula. A cápsula que fica suporta o implante. O objetivo ótico é planeado antes da cirurgia: a lente intraocular não consegue recuperar a visão perdida por uma doença independente da retina, do nervo ótico ou da córnea. O NHS descreve estes passos operatórios; o auxiliar de decisão do NHS England explica que a preferência por visão de perto ou ao longe é escolhida durante a avaliação.

Após a operação, uma visão temporariamente turva pode resultar das gotas que dilatam a pupila, de uma inflamação ligeira ou da adaptação do olho à nova ótica. Pode ocorrer alguma vermelhidão, lacrimejo, sensação de areia ou sensibilidade à luz, mas os sintomas devem tender a melhorar. Uma pessoa pode ter uma substituição do cristalino tecnicamente bem-sucedida e continuar com visão limitada se outra doença ocular afetar a visão; por isso, as expectativas individuais devem ser discutidas antes da cirurgia, não garantidas apenas pelo nome da lente. Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust refere que a recuperação pode demorar várias semanas e que a diabetes, o glaucoma ou a degenerescência macular podem limitar o resultado visual.

A questão prática não é se o acompanhamento é importante, mas que pessoas precisam de uma avaliação presencial precoce e como todas podem obter avaliação atempada se os sintomas ou os resultados do exame suscitarem preocupação. A NICE recomenda fornecer informação pós-operatória sobre alterações visuais esperadas, sinais de alerta, restrições de atividade, gotas, alívio da dor, contactos e consulta seguinte. Para uma cirurgia sem complicações, recomenda não fazer uma consulta presencial de rotina no primeiro dia; esta é uma recomendação sobre a organização dos cuidados, não uma indicação para faltar a uma consulta marcada pelo profissional nem para gerir uma complicação sem ajuda. NICE NG77, recomendações 1.1.5–1.1.6 e 1.9.1–1.9.3.

Tinley e colegas realizaram em Southampton, no Reino Unido, um ensaio aleatorizado que estudou a omissão da revisão no primeiro dia após facoemulsificação. Dos 362 doentes, 188 foram distribuídos para alta no próprio dia (SDD) e 174 para revisão no dia seguinte (NDR); ambos os grupos tinham uma consulta planeada cerca de duas semanas depois. No grupo NDR, 14/174 (8,0%) receberam tratamento para pressão intraocular elevada, de 25–48 mmHg, no primeiro dia; quatro precisaram de aumentar os corticoides tópicos por uveíte (dois) ou edema da córnea (dois), e um teve uma fuga significativa da ferida. Doze/174 (6,9%) tiveram uma consulta adicional antes da consulta das duas semanas, por toxicidade das gotas (seis), pressão elevada (cinco) ou abrasão da córnea (um). No grupo SDD, 6/188 (3,2%) regressaram antes da consulta planeada para esclarecer sintomas (três), por toxicidade das gotas (um) ou para acompanhamento de pressão previamente elevada (um); foram registados dois prolapsos da íris, um deles com revisão precoce já marcada.

Na consulta de cerca de duas semanas, 83% de cada grupo alcançaram acuidade visual de 6/12 ou melhor (p=0,96). Numa tabela de Snellen, 6/12 significa ver a seis metros pormenores que um observador padrão consegue distinguir a 12 metros; descreve uma acuidade medida e, por si só, não é um teste legal de aptidão para conduzir. Aos quatro meses, o índice do questionário VCM1 mostrou «nenhuma ou quase nenhuma preocupação com a visão» em 67% dos participantes SDD e 72,5% dos NDR (p=0,26). Estes resultados não encontraram diferenças estatisticamente significativas nos resultados visuais comunicados, mas um resultado não significativo não prova que os riscos sejam idênticos. A conclusão prática do estudo é mais restrita: naquele serviço, doentes selecionados puderam ter alta no próprio dia quando se mantinham o acompanhamento planeado e uma via de regresso em caso de preocupação. O estudo não testou a ausência de todo o acompanhamento, e o contexto e a amostra de 2003 não permitem estabelecer o risco atual de uma pessoa. Tinley et al., resumo e relatório do ensaio.

A visão pode ficar turva durante horas após gotas que dilatam a pupila e demorar dias ou algumas semanas a tornar-se mais nítida. No início, pode ocorrer uma dor ligeira, lacrimejo, sensação de areia ou maior sensibilidade à luz. O que importa é a evolução: a irritação habitual deverá diminuir, não intensificar-se. Uma visão turva persistente ou que piora merece aconselhamento clínico, mesmo que não haja dor. O NHS descreve alguns dias até à melhoria para muitas pessoas; a informação para doentes de Guy’s and St Thomas’ refere que a visão turva pode persistir durante a primeira semana e demorar algumas semanas a melhorar. Estes intervalos descrevem experiências, não um prazo que todos os olhos tenham de cumprir. NHS; Guy’s and St Thomas’.

Use as gotas prescritas exatamente como indicado, incluindo a ordem e a duração, se receber mais do que um frasco. Lave as mãos antes de manusear as gotas, evite tocar no olho com a ponta do frasco e pergunte à equipa cirúrgica ou ao farmacêutico o que fazer se falhar uma dose ou tiver dificuldade em usar um frasco. Não interrompa um corticoide ou antibiótico antes do prazo, não prolongue o tratamento nem reinicie um medicamento com base em conselhos gerais da Internet. Proteja o olho de fricção ou pancadas acidentais. As instruções locais variam quanto a proteções oculares, lavagem, maquilhagem, natação, inclinar-se e atividade física intensa; as instruções escritas da equipa operatória prevalecem sobre calendários genéricos. Não conduza até a visão cumprir a norma legal aplicável e o profissional confirmar que é seguro. NICE; orientações de recuperação do NHS.

Uma consulta planeada avalia a recuperação e aborda as gotas, as alterações da visão, o momento de atualizar os óculos, o olho ainda não operado e quaisquer outras doenças oculares. O intervalo varia segundo a organização local e o risco individual: a NICE recomenda não oferecer uma consulta presencial de rotina no primeiro dia após uma cirurgia sem complicações, enquanto a página para doentes do NHS descreve uma consulta de acompanhamento e o serviço de Guy’s and St Thomas’ costuma marcar uma consulta dentro de seis semanas. São exemplos de percursos assistenciais diferentes, não garantias contraditórias. Antes da alta, pergunte quem o vai avaliar, quando e como contactar um profissional de oftalmologia fora do horário da clínica. NICE; Guy’s and St Thomas’.

Normalmente, considera-se uma nova graduação de óculos depois de o olho ter tido tempo para estabilizar e de o profissional ou optometrista avaliar o resultado. Se o outro olho também tiver cirurgia prevista, pode fazer sentido esperar até ambos terem sido operados antes de finalizar os óculos. Viajar é uma questão diferente da recuperação visual: a evidência acima não estudou voos nem viagens após a cirurgia. Antes de sair da zona, pergunte ao cirurgião se a sua operação ou saúde ocular justificam uma consulta precoce, que sintomas exigem cuidados imediatos, onde esses cuidados estão disponíveis e como serão geridos os registos e as gotas prescritas. Não interprete o intervalo habitual entre consultas como autorização para viajar.

A Just Clinic Istanbul é uma plataforma independente de marketing e geração de contactos, não presta cuidados de saúde nem atua como intermediária de turismo médico. Os pedidos de informação podem ser partilhados com parceiros de saúde autorizados com o seu consentimento. Se estiver a comparar informação sobre o custo da cirurgia de catarata com lente monofocal na Turquia ou um pacote de cirurgia de catarata com lente monofocal, confirme o que está incluído e quem assegura a avaliação pós-operatória e os cuidados urgentes. A descrição de um pacote não define um plano clínico, não garante um resultado nem substitui os conselhos de um cirurgião identificado.

Cirurgia de cataratas com lente monofocal, imagem 14199 — Just Clinic Istanbul Cirurgia laser ocular (LASIK/PRK), imagem 14213 — Just Clinic Istanbul

Contacte prontamente a equipa de oftalmologia que o operou ou o serviço de urgência ocular que lhe indicaram perante dor intensa ou crescente, visão que piora rapidamente ou fica subitamente turva, vermelhidão ou inchaço crescente das pálpebras, secreção espessa ou pegajosa, ou visão que melhora e depois piora. Uma nova distorção ou linhas onduladas, flashes, um aparecimento súbito ou aumento acentuado de moscas volantes, ou uma cortina ou sombra escura no campo visual também exigem avaliação urgente. Estes sintomas podem indicar problemas graves, incluindo infeção ou complicações da retina; a informação online não consegue determinar a causa. Dor intensa ou perda rápida de visão é uma emergência. Se não conseguir contactar a equipa cirúrgica, recorra ao serviço local de urgência oftalmológica ou ao serviço de urgência. orientações urgentes do NHS; lista de sinais de alerta pós-operatórios de Guy’s and St Thomas’.

É possível haver alguma sensação ligeira de areia, lacrimejo ou visão turva temporária, mas não espere pela consulta marcada se os sintomas forem intensos, novos ou estiverem a piorar. Se estiver fora do Reino Unido, o NHS 111 não é o contacto adequado: siga as instruções de emergência fornecidas pelo serviço que o trata e a via local de cuidados oftalmológicos urgentes. Tenha consigo os dados da operação e a lista de medicamentos quando pedir ajuda.

As lentes intraoculares monofocais proporcionam uma distância focal principal. A equipa cirúrgica e a pessoa acordam se o objetivo deve favorecer a visão ao longe ou outra distância; poderão continuar a ser necessários óculos para tarefas fora do foco escolhido. As óticas multifocais dividem a luz entre várias distâncias focais, enquanto as lentes trifocais procuram proporcionar focos para longe, intermédio e perto. O mecanismo ótico pode aumentar a possibilidade de ver a mais de uma distância sem óculos, mas a distribuição da luz também pode reduzir o contraste ou provocar encandeamento e halos. Uma lente trifocal é um tipo específico de lente multifocal; por isso, resultados agrupados de lentes multifocais não devem ser lidos como estimativa direta para todos os modelos trifocais.

Cao e colegas pesquisaram quatro bases de dados à procura de ensaios aleatorizados em pessoas com 50 ou mais anos e catarata, comparando lentes intraoculares multifocais com monofocais. A síntese incluiu 21 ensaios e 2 951 participantes. O resumo não indica diferenças estatisticamente significativas na acuidade visual ao longe sem correção ou corrigida. A 60 cm, as diferenças médias agrupadas favoreceram as lentes multifocais para a acuidade intermédia sem correção (−0,06; IC 95% −0,10 a −0,03) e corrigida para longe (−0,09; IC 95% −0,12 a −0,06); as diferenças na acuidade de perto foram −0,13 (IC 95% −0,20 a −0,07) sem correção e −0,31 (IC 95% −0,43 a −0,19) com correção para longe. Os autores extraíram a acuidade binocular em logMAR e agruparam o último acompanhamento comunicado; a mediana do acompanhamento foi de seis meses (intervalo 1–18). Foram usadas tabelas ETDRS, Bailey–Lovie logMAR e outras nos diferentes ensaios, pelo que a harmonização das escalas e a variação das medições são relevantes. Os grupos multifocais tiveram pontuações de sensibilidade ao contraste inferiores (diferença média −0,06; IC 95% −0,11 a −0,02), maior independência de óculos (RR 2,86; IC 95% 1,73–4,73) e maior risco de encandeamento comunicado (RR 1,91; IC 95% 1,24–2,95) e halos (RR 3,08; IC 95% 2,11–4,49). Estes efeitos relativos não indicam a probabilidade absoluta de uma pessoa; as definições, os modelos de lentes e os métodos de medição variaram entre ensaios. Cao et al..

Imburgia e colegas realizaram uma série de casos prospetiva e não aleatorizada no San Marino State Hospital. Incluiu adultos com cataratas bilaterais, tomografia corneana regular e astigmatismo não superior a 0,75 dioptrias; foram excluídas cirurgias oculares anteriores e doenças suscetíveis de afetar a acuidade visual. Quarenta e oito pessoas (idade média 69,7 anos, DP 7,8; intervalo 52–83) receberam cirurgia bilateral, distribuídas por três grupos de 16 pessoas (32 olhos por grupo), e todas completaram o acompanhamento de 12 meses. As medições a um, três e 12 meses incluíram acuidade ao longe sem correção e corrigida, acuidade intermédia aos 70 cm, acuidade de perto aos 30 cm, refração, curvas de desfocagem, sensibilidade ao contraste, aberrações óticas, satisfação, perturbações visuais e dependência de óculos. Em notação logMAR, um valor mais baixo representa melhor acuidade. Aos 12 meses, a acuidade monocular intermédia sem correção (média logMAR, DP) foi 0,06 (0,05) para RayOne, 0,09 (0,05) para PanOptix e 0,56 (0,05) para monofocal; a acuidade de perto sem correção foi 0,03 (0,04), 0,04 (0,05) e 0,58 (0,09), respetivamente. O artigo indica p<0,001 para cada comparação trifocal versus monofocal da acuidade intermédia e de perto. A sensibilidade ao contraste foi superior no grupo monofocal nas frequências espaciais testadas, enquanto a satisfação foi semelhante entre os dois modelos trifocais. Esta pequena série de casos não aleatorizada não estabelece uma classificação geral entre modelos de lentes nem a adequação para uma pessoa. Imburgia et al..

A escolha da lente deve ter em conta o exame ocular, a saúde da córnea e da retina, o astigmatismo, cirurgias refrativas anteriores, o trabalho e os passatempos, a condução noturna, a tolerância a fenómenos óticos, a distância de foco preferida e a disposição para usar óculos. Pergunte que modelo de lente é proposto, que foco se planeia para cada olho, em que tarefas é realista esperar usar óculos e que compromissos são relevantes para os seus olhos. Para informação sobre o preço da cirurgia de catarata com lente trifocal na Turquia ou um pacote de cirurgia de catarata com lente trifocal, distinga o âmbito comercial da adequação clínica; nem o preço nem o nome do pacote indicam segurança ou recuperação superiores.

  • Que resultado visual é realista tendo em conta a retina, o nervo ótico, a córnea e os outros diagnósticos?
  • Que modelo de lente intraocular e que foco são propostos para cada olho, e para que tarefas provavelmente precisarei de óculos?
  • Que sintomas são esperados no meu caso e que contacto devo usar, de dia ou de noite, se a visão piorar?
  • Quando e com quem está marcada a consulta de revisão, e quem será responsável pelas gotas e por medicamentos para glaucoma ou outras doenças oculares?
  • Quando devo marcar os óculos, voltar a conduzir ou trabalhar e retomar as atividades restringidas nas minhas instruções?
  • Se planear viajar, existe uma razão clínica para permanecer perto da equipa operatória e onde devo procurar cuidados oftalmológicos urgentes durante a viagem?
  • Quem é o prestador de cuidados e como serão partilhados os pedidos de informação consentidos com parceiros de saúde autorizados?
Cirurgia laser ocular (iLASIK/T-PRK sem contacto), imagem 14227 — Just Clinic Istanbul Cirurgia laser ocular (SMILE), imagem 14241 — Just Clinic Istanbul

  1. Tinley CG, Frost A, Hakin KN, McDermott W, Ewings P. Is visual outcome compromised when next day review is omitted after phacoemulsification surgery? A randomised control trial. British Journal of Ophthalmology. 2003 nov.;87(11):1350–1355. doi: 10.1136/bjo.87.11.1350. PMID: 14609832; PMCID: PMC1771915.
  2. Cao K, Friedman DS, Jin S, Yusufu M, Zhang J, Wang J, Hou S, Zhu G, Wang B, Xiong Y, Li J, Li X, He H, Chai L, Wan XH. Multifocal versus monofocal intraocular lenses for age-related cataract patients: a system review and meta-analysis based on randomized controlled trials. Survey of Ophthalmology. 2019 set.–out.;64(5):647–658. Publicado online a 6 de março de 2019. doi: 10.1016/j.survophthal.2019.02.012. PMID: 30849425.
  3. Imburgia A, Gaudenzi F, Mularoni K, Mussoni G, Mularoni A. Comparison of clinical performance and subjective outcomes between two diffractive trifocal intraocular lenses (IOLs) and one monofocal IOL in bilateral cataract surgery. Frontiers in Bioscience (Landmark Edition). 24 de janeiro de 2022;27(2):41. doi: 10.31083/j.fbl2702041. PMID: 35226984.
  4. National Institute for Health and Care Excellence. Cataracts in adults: management. Orientação clínica NICE NG77. Publicado a 26 de outubro de 2017; recomendações revistas a 20 de maio de 2025. Recomendações.
  5. National Health Service. Cataract surgery. Página revista pela última vez a 6 de março de 2025. Informação para doentes do NHS.
  6. Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust. After cataract surgery. Recurso 3096/VER6. Última revisão em abril de 2026. Orientações para doentes.
  7. NHS England; Winton Centre for Risk and Evidence Communication. Making a decision about cataracts. Auxiliar de decisão, versão 1.1. Atualizado em julho de 2022. Financiamento: NHS England. Não foram declarados conflitos de interesses. PDF.
  8. The Royal College of Ophthalmologists; Royal National Institute of Blind People. Understanding Series – Cataracts. Folheto de informação para doentes SE180804, versão 002. Produzido em junho de 2025; o dia exato não é indicado; revisão prevista para junho de 2028. PDF.

Quanto tempo demora a visão a estabilizar após uma cirurgia às cataratas? +

Algumas pessoas notam melhorias em poucos dias, mas a visão turva ou outras alterações visuais podem continuar durante várias semanas. O prazo varia consoante o olho, a operação e outras doenças. A consulta de acompanhamento é a ocasião adequada para discutir se a evolução da visão corresponde ao esperado.

É sempre necessária uma consulta no dia seguinte? +

Não. A NICE desaconselha uma consulta presencial de rotina no primeiro dia após uma cirurgia às cataratas sem complicações, mas isso não significa que o acompanhamento ou o acesso a ajuda sejam dispensáveis. O cirurgião pode marcar uma consulta precoce devido à operação, à pressão ocular, a outra doença ocular ou a uma preocupação individual. Siga o plano que lhe foi indicado.

Que sintomas exigem atenção urgente? +

Procure aconselhamento oftalmológico urgente perante dor intensa, visão que piora rapidamente ou fica subitamente turva, vermelhidão ou inchaço crescentes, secreção pegajosa, novos flashes ou aumento súbito de moscas volantes, uma sombra semelhante a uma cortina ou visão que melhora e depois piora. Use o contacto de emergência fornecido pela equipa cirúrgica; se não conseguir contactá-la e os sintomas forem graves, recorra aos cuidados oftalmológicos de urgência locais.

Vou continuar a precisar de óculos após a cirurgia às cataratas? +

É possível. Uma lente monofocal costuma ser planeada para uma distância focal principal, pelo que os óculos podem ser úteis para tarefas de perto ou de longe, consoante o foco escolhido. Os modelos multifocais ou trifocais podem reduzir a dependência de óculos para algumas pessoas, mas aumentar o encandeamento, os halos ou a redução do contraste. O resultado também depende do olho e do objetivo refrativo.

Posso viajar pouco tempo depois da cirurgia às cataratas? +

Não existe uma única data de viagem segura para todas as pessoas. Fale com a equipa operatória antes de organizar a viagem e confirme quem o irá avaliar, como obter cuidados oftalmológicos urgentes no destino e se deverá permanecer perto do centro para uma consulta planeada. Viajar não substitui o acompanhamento pós-operatório.

Quando devo comprar óculos novos? +

Aguarde que o profissional responsável pelo acompanhamento ou o optometrista indique quando a graduação estará suficientemente estável para ser medida. Se o outro olho também tiver cirurgia prevista, o equilíbrio final entre os olhos poderá mudar após essa operação.

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Com o seu consentimento, o pedido poderá ser partilhado com parceiros de saúde autorizados, responsáveis pela avaliação clínica.

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