Uma prótese peniana pode ser considerada na disfunção erétil quando outras opções não são adequadas ou não resultaram. Trata-se de um dispositivo cirúrgico, não de uma intervenção menor, e a infeção é uma complicação capaz de comprometer a prótese e, por vezes, exigir remoção ou nova cirurgia. A decisão deve incluir funcionamento, manuseamento, problemas mecânicos e o que implicaria tratar uma infeção.
As revisões sistemáticas identificam diferenças relevantes de risco entre grupos e circunstâncias clínicas. Cirurgia de revisão, diabetes e outros fatores da pessoa ou da operação podem ter importância; em análises publicadas, revestimentos que dificultam a infeção associaram-se a taxas menores. Estes dados apoiam uma estratégia de redução de risco, não uma garantia: dispositivos, definições e seguimento variam, e nenhuma medida torna a infeção impossível.
A preparação começa antes do bloco operatório
A avaliação deve abranger controlo da diabetes, tabaco ou nicotina, medicamentos imunossupressores, sintomas urinários, problemas cutâneos, cirurgias pélvicas e operações anteriores à prótese. Melhorar fatores modificáveis ou adiar a cirurgia perante uma infeção ativa pode ser mais seguro do que manter uma data fixa. O urologista pode também explicar a escolha do dispositivo e o protocolo local de prevenção. Antibióticos e preparação da pele devem ser definidos pela equipa responsável, não iniciados por iniciativa própria.
Uma combinação de medidas é mais honesta do que uma promessa
A redução do risco costuma combinar seleção adequada, esterilidade no bloco, estratégia antibiótica, técnica operatória, características do dispositivo e cuidados após a operação. Não é possível converter o contributo de cada elemento numa percentagem pessoal. Quem pondera uma primeira cirurgia e quem precisa de revisão devem saber que o risco de partida pode ser diferente. Vale a pena perguntar o que é modificável e como seria abordada uma suspeita de infeção.
- Levar uma lista rigorosa de medicamentos e operações prévias
- Falar abertamente de diabetes e consumo de nicotina
- Seguir as instruções relativas à ferida e ao dispositivo
- Guardar os contactos para dúvidas pós-operatórias
Rever cedo é preferível a esperar
Dor que aumenta depois de uma melhoria inicial, vermelhidão persistente ou extensa, calor, saída de líquido, febre, abertura da ferida ou mal-estar devem motivar contacto rápido com a equipa cirúrgica. A infeção nem sempre se apresenta da mesma maneira, e uma avaliação tardia pode dificultar o tratamento. Não manipule ou insufle o dispositivo fora das instruções recebidas e não use antibióticos que sobraram.
Fontes e leituras adicionais
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| Revisto do ponto de vista médico por | Consultores sénior de cirurgia plástica que trabalham com a Just Clinic Istanbul |
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| Autor | Equipa de redação médica da Just Clinic Istanbul |
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